Sunday, December 12, 2010

Viagens e culinária.

Quase todo mundo que me conhece sabe e quem não sabia, vai perceber rapidamente: amo viajar. E uma das coisas que mais me entretém e me diverte nas viagens é comer. Não apenas ir a restaurantes chiques, mas conhecer lugares inusitados, curiosos e, principalmente visitar empórios e supermercados. Lembro da primeira vez que fui a New York, em 2003. Fiquei hospedado na casa de uma amiga e, no primeiro dia de viagem, fui a um supermercado próximo para comprar pão e leite. Meus amigos pensavam que eu havia me perdido, porque passei quase duas horas admirando aquelas prateleiras todas com todo tipo de comida, tudo tão bonito, tão bem feito.

Geralmente dedico o último dia de viagem para fazer compras no supermercado “local” e, durante a viagem também aproveito para ir colecionando artigos “especiais” de determinados lugares, planejados ou não.

Eu até hoje não consigo compreender quando alguém me fala que “em tal lugar se come muito mal” ou “nossa, a comida de tal lugar é horrível”. Eu dava um desconto para as pessoas que viajavam antigamente, antes da globalização e com menos recursos linguísticos. Mas atualmente, isso é quase impossível de ocorrer. É lógico que eu já tive experiências gastronômicas ruins ou frustrantes diversas vezes. E elas geralmente foram resultado de indicações através de guias e roteiros turísticos comprados em livrarias ou de sugestões de pessoas com gosto duvidoso.

É claro que as pessoas têm gostos e predileções das mais variadas. Mas eu tenho recebido elogios das indicações que dou nas diferentes viagens.

Mas, além da experiência gastronômica “in loco”, esteja sempre preparado para trazer umas comidinhas na mala. É claro que existem leis sobre transporte de alimentos em viagens, sobretudo as internacionais, mas a gente sempre consegue trazer alguma coisinha. Molhos, compotas, conservas, chocolates, cereais, castanhas e um monte de outros produtos, desde que corretamente embalados não costumam causar problemas. Deve-se tomar cuidado ao trazer alimentos frescos, tanto pelos riscos de contaminação ambiental quanto pelos eventos desagradáveis, principalmente o mau cheiro e vazamentos.

Adoro os molhos prontos de salada vendidos nos Estados Unidos. Há uma riqueza de sabores que não encontramos por aqui. Eu adoro um Honey Dijon da marca Ken´s, que é meio difícil de encontrar; então quando acho, trago vários. Mas já que é para trazer, é legal dar preferência aos mais sofisticados, feitos com flores, ervas e frutas e de marcas mais orgânicas, menos industrializadas. Até porque eu descobri que, ao misturar mel com mostarda Dijon, consigo um molho bem melhor que o da Ken´s. Além dos molhos líquidos, os americanos são reis das coisas prontas desidratadas. A Knorr tem uma linha de molhos em pó, que em geral ficam prontos com manteiga e leite no fogo. É o exemplo do Molho Holandês, do Molho Bernaise e tantos outros maravilhosos, com a vantagem de serem muito baratos e práticos para carregar.

E para quem gosta de amêndoas, eu sugiro as maravilhosas amêndoas defumadas do Dean & Deluca, um maravilhoso empório gastronômico com sede em New York e filiais em algumas outras cidades americanas. É o Santa Luzia com “chicosidade” multiplicada à enésima potência. E para quem já comeu amêndoas defumadas, esqueça. Você não será o mesmo depois dessas.

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