O resultado é fascinante: espere esfriar um pouco para poder pegar o pimentão; a pele facilmente se solta e o pimentão está pronto, cozido, pronto para ser temperado. Tire o cabo e as sementes, que já se solta facilmente, parta em pedaços e tempere com alho moído, sal, azeite e pimenta. E está pronto um delioso antepasto para comer com um pão italiano!
Viajando por aí, provando, comendo e comprando todo tipo de comida, surgiu a inspiração para criar esse espaço de gastronomia, gulodices, curiosidades. Quem quiser, que me siga. E como disse Julia Child: "Bon appétit!!!!"
Wednesday, May 9, 2012
Dica para tirar a pele do pimentão!
Outro dia fui a um desses eventos de laboratórios farmacêuticos. Estava todo empolgado, porque achava que ia filar bóia no Arola, o restaurante espanhol do Hotel Tivoli. Que nada. Um espaço de eventos no subsolo. Antes da palestra, as entradinhas me deixaram empolgado: tudo muito gostoso. Pensei que o jantar ia ser um escândalo. E foi. Mas um escândalo negativo. Filé queimado, comida fria e por aí vai.
A aula foi boa, mas o melhor mesmo foi ter aprendido como despelar o pimentão com um grupo de psiquiatras que estavam na minha mesa. Tem gente que tira a pele do pimentão porque diz que faz mal ou porque não gosta do gosto. Eu quis aprender para poder fazer aquele pimentão em conversa que é servido com antepasto. E o procedimento é muito simples: coloque os pimentões na panela de pressão com o cabo virado para cima. Já dá pra entender que não dá para fazer muitos né? Tampe a panela, coloque no fogo e, quando começar a fazer barulho, vulgo "dar alarme", conte DOIS MINUTOS E MEIO e desligue o fogo. Nem meio minuto a mais, segundo a psiquiatra dona da "mutreta", porque ele pode ficar muito mole.
O resultado é fascinante: espere esfriar um pouco para poder pegar o pimentão; a pele facilmente se solta e o pimentão está pronto, cozido, pronto para ser temperado. Tire o cabo e as sementes, que já se solta facilmente, parta em pedaços e tempere com alho moído, sal, azeite e pimenta. E está pronto um delioso antepasto para comer com um pão italiano!
Bom apetite!
O resultado é fascinante: espere esfriar um pouco para poder pegar o pimentão; a pele facilmente se solta e o pimentão está pronto, cozido, pronto para ser temperado. Tire o cabo e as sementes, que já se solta facilmente, parta em pedaços e tempere com alho moído, sal, azeite e pimenta. E está pronto um delioso antepasto para comer com um pão italiano!
Saturday, April 28, 2012
Mitos e Verdades sobre a Placa de Sal Rosa do Himalaia
Faz muito tempo que ouço um amigo très chic falar de suas incursões a supermercados e empórios em busca do tal sal rosa do Himalaia. Até então seus comentários nunca aguçaram a minha curiosidade. Achava, fancy, pitoresco, super gay. Nunca me interessei em usar. Mas, vendo um programa de TV no Canal Food Network, nos EUA, descobri um restaurante que fazia kebabs assados nessa placa maravilhosa. Consegui comprar no Amazon e também está à venda em lojas como "Sur la Table"e "Williams Sonoma, lá no Tio Sam.Uma ótima notícia: descobri que as placas já se encontram à venda nas lojas da Bombay em São Paulo, mas são placas pequenas e mais finas, que portanto irão durar bem menos
(http://www.bombayherbsspices.com.br).
Sim, ela demora para esquentar. Cerca de 40 minutos. Depois disso, é só alegria! E o resultado é simplesmente fascinante! Apoiando a placa diretamente no fogo, no grill, na churrasqueira a até mesmo no forno, basta untar a placa com azeite e cozinhar os alimentos, sem nenhum tempero prévio. O resultado é, no mínimo, curioso: o alimento cozinha rapidamente e o sal da placa tempera na medida! Mas prepare-se! A placa faz uma sujeira daquelas e é difícil de limpar depois. Nossa estréia foi com camarão pistola, shitake, champignon e legumes. O polvo que não foi muito feliz. Ficou duro feito um pau, simplesmente "incomível".
Na sessão de hambúrgueres, uma certa decepção. Os hambúrgueres, recheados com queijo Gruyère, ficaram lindos, moreninhos por fora, mas um pouco frios e crus por dentro. Mas mesmo assim ficou gostoso. Nessa "versão", o hambúrguer acompanhou batatas que foram previamente cozidas para amolecerem um pouco.
Na terceira incursão às Aventuras da Placa do Sal Rosa, foi a vez
da majestosa picanha. Como se não tivesse aprendido a lição, comecei com fatias grossas e coloquei duas cebolas e vários dentes de alho para assar. Mas logo me lembrei da lição deixada pelos hambúrgueres e cortei fatias bem finas, quase microscópicas da picanha. O resultado foi fascinante: elas ficam prontas muito rápido, a carne não fica escura, ela fica bem clarinha e o sal tempera deliciosamente. Para acompanhar, os alhos grelhados se derretem como uma pasta e, amassados dão um sabor todo especial à carne. Também fiz um vinagrete delicioso que levava limão rosa ao invés de vinagre.
E se puder escolher entre fogão, forno ou churrasqueira para usar a placa, escolha a última. Porque, apesar de delicioso, no fogão faz uma sujeira danada. Mas se for usar forno ou fogão, não se esqueça de forrar com papel alumínio antes, coisa que eu não fiz da primeira vez.
Limpar a placa é um capítulo (muito) à parte. Das técnicas desenvolvidas por tentativa e erro, a melhor que encontrei foi raspar com um espátula de metal enquanto ainda estiver quente, adicionando um pouco de água. Também comprei uma esponja sintética, imitando buchas de aço, mas que não deixam resíduos na placa. Ela fica feia depois do primeiro uso e notam-se os buracos do desgaste. Cuidado para não jogar água muito quente e nem deixar a placa de molho, porque ela pode dissolver ou quebrar. Mesmo com todos esses cuidados, ela pode se quebrar. A minha quebrou, mas com sorte foi uma trinca bem na ponta, permitindo que ela fosse usada outras vezes.
Tartiflette Fofoletique
Quando se fala de comida francesa, sempre pensamos em coisas muitos
sofisticadas e complicadas de fazer. De fato, tem muita coisa elaborada, mas a
culinária francesa não vive só de glamour. Tem gente da roça, das montanhas, da
beira da praia. E, de cada região, uma riqueza, um vinho, um queijo. Até porque nem toda França é Paris.
A Tartiflette é um típico exemplo de um prato sofisticado, delicioso,
que impressiona na mesa, mas é muito simples de fazer. É um prato típico da
Savoie, região dos Alpes, fria e montanhosa. É um prato “quente”, daqueles que
dão suador ao comer e caem muito bem nos dias frios, acompanhado de um bom
tinto. O prato é feito com um queijo chamado Reblochon, proveniente dessa região; um queijo
encorpado, de sabor pronunciado e bastante gorduroso e calórico, porque é feito
com o leite que permanece mais tempo nas tetas da vaca, acumulando assim mais
gordura e nutrientes.
Na França, o nome do prato
costuma mudar conforme o ingrediente utilizado ou a região de onde ele vem. No
restaurante Les Caves de Bourgogne, por exemplo, comi um prato idêntico chamado
Cassoulette. A Raclette é um prato semelhante, onde o queijo é raspado e
fundido sobre diversos tipos de alimentos.
Mas aqui no Brasil, ninguém vai ser tão rigoroso. E seja qual for o
queijo utilizado, o resultado vai ser fascinante. Sendo assim, tome nota dos
ingredientes:
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01 ou 02 queijos Reblochon de 300g (na falta dele, pode-se usar um
Camembert. Eu usei o Camembert Coeur de Lion, que tem um sabor bem
encorpado).
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1kg de batatas
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300g de bacon (ou panceta)
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½ litro de creme de leite fresco
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03 dentes de alho
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01 cebola grande bem picada
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Sal
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Pimenta do reino
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Azeite de oliva
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Vinho branco
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Deixe o queijo fora da geladeira, desembrulhado, por no mínimo 2 horas.
Para quem tem medo do cheiro ruim do queijo, isso ajuda a liberar os odores
desagradáveis, deixando só a parte boa do queijo.
Cozinhe as batatas, tomando o cuidado para não deixá-las muito moles.
Quando estiverem cozidas, pele-as deixe-as esfriando, sem jogar água. Ao
esfriarem, corte em fatias largas ou pequenos cubos.
Numa frigideira, esquente um fio de azeite. Doure o alho, acrescente a
cebola e o bacon. Refogue até o bacon atingir uma cor brilhante, abaixe o fogo
e acrescente o creme de leite. Coloque ½ copo de vinho branco, uma pitada de
sal e deixe ferver um pouco. Desligue o fogo.
Unte uma assadeira ou refratário (eu usei uma assadeira oval de barro)
com um pouco de azeite. Disponha as batatas no fundo e depois despeje o
conteúdo da frigideira.
Pegue o queijo, divida-o no meio com uma faca e coloque ele sobre o
conteúdo da assadeira, com a “casca” voltada para cima, como se fosse uma
tampa. Leve ao forno pré-aquecido e retire quando estiver dourado. Ao servir,
pode polvilhar um pouco de pimenta do reino.
Sirva pequenas porções em pratos e como ainda quente. O queijo costuma
derreter e se misturar com o creme de baixo, com um sabor delicioso. Na França,
não costuma ter acompanhamento e o molho é comumente degustado com pedaços de pão.
Entretanto, é um prato que casa bem ser servido com arroz branco, costume bem
comum entre os brasileiros.
E para beber, lógico que eu prefiro um bom vinho tinto. Minha sugestão, só para ser completo, é
um vinho da região da Savoie, o Mondeuse Arbin.
Et voilá! Bon apétit!
Sunday, April 8, 2012
Saturday, February 25, 2012
Tuesday, February 21, 2012
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