Viajando por aí, provando, comendo e comprando todo tipo de comida, surgiu a inspiração para criar esse espaço de gastronomia, gulodices, curiosidades. Quem quiser, que me siga. E como disse Julia Child: "Bon appétit!!!!"
Sunday, July 29, 2012
X-caboclinho Benedict
Lá em Manaus, um lanche muito típico nos cafés regionais é o X-caboclinho. Ele é feito com tucuman, queijo e prensado na sanduicheira ou feito na chapa. Mas como eu gosto de frescuras, resolvi acrescentar um ovo poché a essa delícia. O resutlaod foi muto bom. A única coisa difícil é achar o tucuman aqui em São Paulo, e é por isso que eu sempre faço meus estoques no congelador. Essa receitinha é simples: Põe o pão para grelhar no forno com um pouco de manteiga. Pegue uma frigideira, coloque um pouco de manteiga e dê uma salteada no tucuman picado. Quando ele ficar macio, coloque algumas fatias de queijo sobre ele e deixe derreter. Daí é só colocar no pão. Quanto ao ovo poché, tenho um egg-poacher que vai no microondas, 01 minuto, potência média. Depois é só colocar em cima do pão....
Tuesday, July 24, 2012
Tarte Tatin Enfofoletizada
Dizem que as irmãs Tatin (lê-se tatán, não “tan-tan”), inventaram essa torta
por acidente, deixando cair uma torta quente ao tirar do forno. Sei lá. E eu
que nem sou muito bom ao cozinhar doces, me inspirei ao ver o Chef Francisco
Lellis, professor de História da Gastronomia, preparando a tal torta com tanto
carinho. E num belo dia de fome no Pão de Açúcar, me inspirei a tentar fazê-la.
E fiquei orgulhoso de minha incursão na pâtisserie française.
De fato, apesar do trabalho, não é difícil
fazer. Se quiser tentar, anote os ingredientes e mãos à obra:
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2 xícaras de farinha
de trigo
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200g de manteiga
gelada
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50g de açúcar
refinado
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1 pitada de sal
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3 colheres de sopa de
água
gelada
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6 maçãs verdes
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1 limão
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100g de manteiga
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250g de açúcar
refinado
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01 dose de Cointreau
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1- Descasque as maçãs e corte em quatro pedaços. Com a ajuda de uma
faca pequena e pontuda, retire o miolo. Você pode reservar as cascas para fazer
uma geléia. Coloque as maçãs de molho em água com limão, para não escurecerem.
2- Numa panela, derreta a manteiga, misture o açúcar e o Cointreau.
Refogue as maçãs em fogo baixo até amolecerem um pouco e desligue.
3- Massa podre ou “sablé”: Numa superfície limpa e previamente untada
com farinha, espalhe as duas xícaras de farinha. Corte a manteiga ainda gelada
em pequenos cubos e distribua por toda a farinha. Com as pontas dos dedos, vá
desmanchando cuidadosamente a manteiga na farinha, como se desse pequenos
beliscões na manteiga. O segredo é manter um ritmo constante, como se
massageasse a manteiga com a farinha. Aos poucos, a manteiga vai “sumindo” na farinha, que vai adquirindo uma aparência de areia.
Acrescente o açúcar e água o suficiente para unir a massa. Não sove a massa,
nem amasse demais para não perder o ponto. A massa fica “feia”, quebradiça, e é
por isso que é chamada de “passa podre”.
Junte a massa, embrulhe-a no filme plástico e deixe duas horas na
geladeira. Após esse tempo, polvilhe farinha na superfície e dê umas três “amassadas” de leve; abra a massa com
um rolo, cuidadosamente, até atingir o diâmetro da assadeira.
4- Faça uma calda com açúcar refinado. A calda pode ser feita colocando
uma boa quantidade de açúcar numa panela e ir derretendo-o em fogo baixo, até
adquirir a consistência de caramelo. O ideal é que ele fique com uma cor
dourada, mas pode ficar um pouco mais escura. Cuidado para não escurecer
demais, pois isso significa que ela queimou e vai deixar gosto de queimado na
torta. Despeje ainda quente na assadeira, cobrindo todo o fundo.
5- Coloque as maçãs no fundo da forma, dispondo-as de um modo uniforme,
com a calda ainda quente, para que elas “grudem” na calda, facilitando a
arrumação.
6- Feito isso pegue a massa com cuidado e vire sobre as maçãs,
cobrindo-as na assadeira. Se ficarem falhas ou buracos na massa, pegue os
restos que ficaram para fora da assadeira, molhe com uma pitada de água e
corrija os buracos.
7-Faça um pequeno canudo de papel alumínio e coloque-o no meio da
assadeira, fazendo um buraco na massa. Isso fará com que o calor escape pelo
buraco como uma chaminé, evitando que a massa infle e mantendo a arrumação
uniforme.
8- Leve ao forno pré-aquecido em 200-250 graus e cozinhe por cerca de
45 minutos ou até perceber que a massa está “durinha” e corada.
9- Espere esfriar um pouco e vire a torna num prato liso grande. O
resultado é espetacular: a massa fica crocante, por baixo e as maçãs por cima,
douradas e brilhantes. Sirva com chantilly ou sorvete de creme.
Dica importante: pode ser que você encontre por aí algumas tortas de
maçã feitas com massa folhada. O resultado não é ruim; é até uma boa
combinação, vide o Apfstrudel, aquela torta folhada de maçã. Mas a Tarte Tatin
legítima é feita com a massa podre.
Para acompanhar, eu sugiro um bom vinho do porto, ou o Drambuie, um delicioso e digestivo licor de whisky. Agora, se quiser ser bem francês, saboreie a torta com um delicioso Bénédictine ou um Calvados.
Divirtam-se!!!!
Saturday, July 7, 2012
Escondidinho de Pirarucu Seco com Banana-da-terra (pacovan) e Arroz de Tucuman com Queijo Coalho
Jantar para amigos, numa sexta-feira
pré-feriado. Amigos queridos merecem uma boa mesa. E resolvi preparar esse
delicioso escondidinho, acompanhado desse arroz que experimentei lá em terras
amazônicas. Apesar da complexidade de sabores, é um prato simples e fácil de
preparar.O escondidinho pode ser feito com qualquer
tipo de purê: batata, mandioca, mandioquinha, abóbora, banana. Certa vez, fiz
um workshop com o Chef Rodrigo Oliveira do Restaurante Mocotó e ele ensinou a
fazer escondidinho com o “fundo” da assadeira repleto de xerém (polenta com
farinha de milho grossa). O recheio do escondidinho pode ser de qualquer coisa:
carne seca, frango, lingüiça, peixes de vários tipos, basta usar a
criatividade.
Anote aí os ingredientes:
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1kg de pirarucu seco dessalgado
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01 pacote de purê instantâneo YOKI (Ai
que medo!)
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02 xícaras de arroz
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03 bananas-da-terra bem maduras
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Alho
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Sal a gosto
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Manteiga de Garrafa
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200g de queijo coalho
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200 g de queijo parmesão (ou de queijo
coalho) para gratinar
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Preparo do Escondidinho
Depois de bem dessalgado, corte o pirarucu
em tiras bem pequenas e coloque para fritar numa frigideira quente. Não é
preciso adicionar nenhum tipo de gordura, porque a própria gordura do peixe já
é suficiente. Depois de frito, espere esfriar um pouco e pique o peixe em
pedaços bem miúdos, quase desfiado (tem gente que prefere desfiar, mas eu gosto
dos pedacinhos maiores).
Corte as bananas em tiras longitudinais,
mas se achar difícil, corte em rodelas mesmo. É importante que as bananas
estejam bem maduras, porque elas ficam mais adocicadas e tornam a fusão de
sabores bem mais interessante. Na mesma frigideira em que fritou o peixe,
coloque um pouquinho de manteiga de garrafa e frite as bananas até que fiquem
bem douradas. A manteiga de garrafa geralmente fica dura na garrafa devido ao
clima; basta colocar uns 30-40 segundos no microondas ou deixar ao lado da
panela quente no fogo que ela fica líquida.
Siga as instruções de preparo do purê de
batata e deixe ele com uma consistência liquida.
Pegue uma assadeira ou pirex refratário
pequenos. Unte com um pouco de manteiga de garrafa. Coloque uma boa quantidade
de purê no fundo, depois espalhe o pirarucu e uma camada de bananas. Cubra com
o resto do purê e polvilhe queijo parmesão ralado ou coalho. Coloque para
gratinar em forno pré-aquecido (temperatura máxima). Retire do forno quando a
superfície estiver dourada e crocante (cerca de 30 minutos)
Preparo do Arroz
Eu geralmente uso a panela elétrica de
arroz japonesa, mas ele também pode ser feito na panela, no fogo. Pique o
tucuman e o queijo coalho em pequenos pedaços.
Doure o alho na manteiga de garrafa,
refogue o arroz, coloque um pouco de sal e acrescente água, o tucuman e o
queijo coalho.
Para beber, o prato cai bem com um vinho
Pinot ou até com uma cerveja. O “eleito” desse maravilhoso jantar foi um Pinot
Californiano Robert Mondavi.
Friday, June 29, 2012
Tapioca “Recepciona-Marido” (Vulgo Tapioca com Queijo Coalho, Tucuman e Manteiga de Garrafa)
Ainda não conheci ninguém que não goste de
tapioca. Mas existem, de fato, tapiocas e tapiocas. Isso porque a qualidade da
farinha, se ela está fresca ou não, pode interferir no resultado final. Hoje em
dia a tapioca está na boca do povo em vários lugares do Brasil. Tem tapiocaria
pra tudo quanto é lado, barraquinhas na feira, na porta do metrô. Hoje tem
tapioca de tudo quanto é coisa: de carne, de frango, de fruta, até de
strogonoff. Até acho legal a criatividade das pessoas, mas em matéria de
comidas regionais, prefiro sempre as receitas tradicionais. No caso da minha
tapioca, o recheio predileto é o queijo coalho com coco, ou queijo coalho com
banana. Na Feira Livre que acontece aos domingos na Alameda Lorena em São
Paulo, tem um tiozinho que vende a farinha fresca e faz uma tapioca deliciosa.
E também dou meu aplauso em pé para a tapioca de carne seca com requeijão
nordestino do Restautante Mocotó.
O ideal é comprar a farinha de tapioca nas
casas de Norte, nas feiras de rua ou nos mercados municipais da cidade. Eu
costumo trazer de Manaus ou de Salvador. Quando a farinha está fresquinha, eles
chamam de “goma” e deve ser usada em no máximo 3 dias ou colocada de molho na
água na geladeira. Quando ela já está seca, como quando é vendida no
supermercado, é melhor “hidratá-la”: basta colocar de molho na água por algumas
horas, até que farinha fique toda depositada no fundo, dura como um cimento.
Daí é só escorrer toda a água, deixar um pouco no sol, picar em pedaços e ralar
numa peneira fina.
Antes de fazer a tapioca propriamente dita,
vá fazendo o recheio. Corte um pedaço de queijo coalho e ponha para derreter no
fogo, numa outra panela, com um pouco de manteiga. O tucuman é um fruto típico da
Amazônia, nasce de uma palmeira espinhosa e os nativos descascam a estreita
polpa que tem um sabor levemente cítrico. Na primeira vez que comi, achei meio
sem gosto. Mas conforme foi passando o tempo, fiquei viciado. Se você conseguir
o tucuman, coloque algumas das cascas para dar uma fritada junto com o queijo.
Se não encontrar, o queijo coalho combina com tomate picado, orégano ou mesmo
leite condensado.
Pegue a farinha de tapioca já peneirada, ou
pode peneirar na hora. Acrescente um pouco de sal à farinha, porque senão fica
meio sem gosto. E vamos lá à receita da tapioca: coloque para aquecer a
frigideira (eu tenho a minha pequena, do tamanho de um pires, mas pode ser de
qualquer tamanho. Quando estiver quente, coloque a farinha, polvilhando em toda
a frigideira. Depois aperte a farinha com a colher. A espessura da tapioca fica
a gosto do freguês. Eu prefiro as tapiocas mais finas. Quando estiver toda
“juntinha” (o calor faz a tapioca “derreter” e o pó se junta), vire do outro
lado para tostar sem deixar queimar. Depois de tirar da panela, junte o
recheio. Não coloque nenhum tipo de gordura para fazer a tapioca.
A manteiga de garrafa geralmente fica
endurecida. Para deixá-la liquida, coloque no sol ou um pouco no microondas ou
perto do fogo no fogão. Quando a tapioca estiver pronta, passe um pouco da
manteiga de garrafa com um pincel ou com uma colher. Coloque então o recheio e
dobre-a ao meio, ou faça duas para fazer um sanduíche.
Tapioca pra mim é coisa de café da manhã.
Então, pra mim deve ser tomado com um bom café com leite. Mas tem gente que
almoça tapioca e toma uma boa cerveja junto. Sei lá, gosto é gosto. Mas a
tapioca é sempre maravilhosa!
Thursday, June 21, 2012
Cartola do Fofinho
Não faz muito tempo que provei essa
deliciosa sobremesa na Bahia. Pesquisando sobre suas origens, encontramos
várias teorias. Um amigo paraibano disse que a “verdadeira Cartola” vem de
Pernambuco; mas há quem atribua suas origens ao Rio Grande do Norte, ao
Piauí e até a Portugal. Só de uma
coisa tenho certeza: a cartola baiana é diferente das outras cartolas, porque é
feita com queijo coalho, enquanto nos outros estados é feito com o “requeijão”.
Tem gente que adiciona chocolate, outras
frutas, leite condensado, mas, em matéria de comidas regionais, eu sou a favor
da fidelidade às tradições. Outro dia descobri um restaurante natureba em São
Paulo que serve Cartola. Descobri, em tempo, que eles serviam o queijo e a
banana num pão. Deu tempo de gritar para tirar o pão da jogada e comer algo
mais próximo do original.Assim sendo, a Cartola do Fofinho é igual às tantas
que comi nas minhas inesquecíveis viagens à Bahia.
Anote aí os ingredientes:
2 ou 3 banana-da-terra bem maduras
cortadas em tiras
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250 g de queijo coalho ou requeijão
nordestino cortado em tiras
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Manteiga de garrafa (ou manteiga comum)
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Mel de engenho (Melaço de cana)
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Canela em pó
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Frite as bananas na manteiga até ficarem
bem douradas. Numa tigela
refratária ou assadeira pequena, unte o fundo com um pouco de manteiga. Vá
fazendo camadas, alternando o queijo, a banana e um pouco de melaço. Polvilhe
canela na superfície e coloque em forno médio pré-aquecido, até ver que o
melaço está borbulhando ou ver que o queijo se derreteu.
Sirva em pequenas porções. Deve ser comido
ainda quente. Também fica charmoso montar porções individuais em potinhos de
barro ou cerâmica, ou até mesmo em ramequins. Uma dica deliciosa é servir com
um pouco de doce de leite caseiro, que dá uma harmonia espetacular à sobremesa.
E para acompanhar, apesar de não ser muito fã de cachaça, eu sugiro essa deliciosa relíquia descoberta por amigos em Monte Alegre do Sul: A Cachaça ao Mel, da Cachaçaria da Fonte. (http://www.fontedacachaca.com.br/)
Sunday, May 13, 2012
Xinxim de Galinha
Dizem que é comida de orixá, como quase toda comida baiana. Cheguei a
dar uma fuçada pela internet para saber a quem pertencia o xinxim, mas só
encontrei controvérsias: Oxum, Iansã, Pomba-gira, Oxossi Akeran. Deixa pra lá.
Uma hora descubro. O importante é que é fácil de fazer, barato e delicioso.
Não me lembrava de ter comido antes; a memória mais viva que tenho do
Xinxim de Galinha é de um episódio dos Trapalhões no qual o Didi faz o papel de
um garçom e, quando o cliente do restaurante pede o Xinxim, ele traz uma
galinha sentada num pinico e diz: “A galinha tá aqui. Agora o xixi, tem que
esperar um pouco.”
A idéia de fazer um Xinxim surgiu do pedido de uma amiga que, apesar de
mineira, costumava comer esse prato, preparado por uma baiana que morava em sua
cidade. E foi realmente uma ótima idéia: um prato de lamber os beiços, de dar
calor e muita vontade de cair numa rede logo depois.
Então, se quiser fazer esse prato que só é “light”na amarelidão do
dendê, anota aí a receita:
1,5 kg de frango cortado em pedaços ( eu usei coxas, sobrecoxas e
peitos)
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02 cebolas médias
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06 dentes de alho picados
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01 vidro pequeno de azeite de dendê
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100g de amendoim torrado e sem casca
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100g de castanha de caju
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01 maço de coentro
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01 copo de cachaça
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01 vidro pequeno de leite de coco
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Sal
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Folhas de louro
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Pimenta-do-reino
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Modo de fazer:
Pique ou amasse todo o alho e esfregue o alho com o sal nos pedaços de
frango, deixando descansar por 3- a 60 minutos.
Num liquidificador, bata as cebolas, o amendoim, a castanha, o coentro
e o leite de coco até formar uma massa homogênea.
Feito isso, aqueça o azeite-de-dendê e, quando estiver borbulhando,
frite os pedaços de frango até ficarem cozidos e dourados. Acrescente a mistura
do liquidificador na panela e vá misturando com cuidado. Acrescente as folhas
de louro, a pimenta-do-reino e a cachaça, mantendo em fogo de médio a baixo,
por cerca de 30 minutos.
Sirva com arroz branco e farinha de mandioca baiana cozida no dendê.
Para quem gosta de coentro, pode deixar também uns galhos frescos para jogar
por cima do prato.
E para beber, acho que tem que ser cerveja mesmo. Pra mim, comida
baiana é assim: cai muito bem com uma cerveja bem gelada.
E um bom apetite!
Wednesday, May 9, 2012
Dica para tirar a pele do pimentão!
Outro dia fui a um desses eventos de laboratórios farmacêuticos. Estava todo empolgado, porque achava que ia filar bóia no Arola, o restaurante espanhol do Hotel Tivoli. Que nada. Um espaço de eventos no subsolo. Antes da palestra, as entradinhas me deixaram empolgado: tudo muito gostoso. Pensei que o jantar ia ser um escândalo. E foi. Mas um escândalo negativo. Filé queimado, comida fria e por aí vai.
A aula foi boa, mas o melhor mesmo foi ter aprendido como despelar o pimentão com um grupo de psiquiatras que estavam na minha mesa. Tem gente que tira a pele do pimentão porque diz que faz mal ou porque não gosta do gosto. Eu quis aprender para poder fazer aquele pimentão em conversa que é servido com antepasto. E o procedimento é muito simples: coloque os pimentões na panela de pressão com o cabo virado para cima. Já dá pra entender que não dá para fazer muitos né? Tampe a panela, coloque no fogo e, quando começar a fazer barulho, vulgo "dar alarme", conte DOIS MINUTOS E MEIO e desligue o fogo. Nem meio minuto a mais, segundo a psiquiatra dona da "mutreta", porque ele pode ficar muito mole.
O resultado é fascinante: espere esfriar um pouco para poder pegar o pimentão; a pele facilmente se solta e o pimentão está pronto, cozido, pronto para ser temperado. Tire o cabo e as sementes, que já se solta facilmente, parta em pedaços e tempere com alho moído, sal, azeite e pimenta. E está pronto um delioso antepasto para comer com um pão italiano!
Bom apetite!
O resultado é fascinante: espere esfriar um pouco para poder pegar o pimentão; a pele facilmente se solta e o pimentão está pronto, cozido, pronto para ser temperado. Tire o cabo e as sementes, que já se solta facilmente, parta em pedaços e tempere com alho moído, sal, azeite e pimenta. E está pronto um delioso antepasto para comer com um pão italiano!
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