Isso ficou uma delícia. Na verdade, não fui quem preparou o baião. É um "jatevi", "sorobô" ou "restó d'ontê" do Restaurante Aconchego Carioca em São Paulo. Um baião delicioso e bem servido que tratei de "marmitar". Não, eu não tenho nenhuma vergonha de mandar embrulhar a comida que sobra. Faria isso até no Fasano se sobrasse alguma coisa. E no dia seguinte, daí o prato ficou completo. Tratei de fritar as bananas pacovan (banana-da-terra) no azeite de dendê e acrescentar cubos de queijo-manteiga ( ou requeijão-de-corte) e dar uma bela fritada da frigideira. O resultado foi impressionante.
Viajando por aí, provando, comendo e comprando todo tipo de comida, surgiu a inspiração para criar esse espaço de gastronomia, gulodices, curiosidades. Quem quiser, que me siga. E como disse Julia Child: "Bon appétit!!!!"
Monday, May 6, 2013
Baião-de-dois com Banana Pacovan Frita e Queijo-manteiga
Isso ficou uma delícia. Na verdade, não fui quem preparou o baião. É um "jatevi", "sorobô" ou "restó d'ontê" do Restaurante Aconchego Carioca em São Paulo. Um baião delicioso e bem servido que tratei de "marmitar". Não, eu não tenho nenhuma vergonha de mandar embrulhar a comida que sobra. Faria isso até no Fasano se sobrasse alguma coisa. E no dia seguinte, daí o prato ficou completo. Tratei de fritar as bananas pacovan (banana-da-terra) no azeite de dendê e acrescentar cubos de queijo-manteiga ( ou requeijão-de-corte) e dar uma bela fritada da frigideira. O resultado foi impressionante.
Vinagrete de Polvo com Salada de Arroz Preto
Saturday, March 30, 2013
Cozido português, quem quer?
Quase todos os países têm um “cozido
particular”. E, diga-se de passagem, cada você vai encontrar receitas
diferentes para o cozido de um mesmo país. De uma forma geral, o cozido se
constitui numa deliciosa mistura de diferentes carnes, legumes e verduras
cozidos (dãããã!!!), servidos com arroz, farofa, pirão. É um tipo de comida
fácil de fazer, que não envolve nenhum tipo de sabedoria culinária exclusiva.
Também é um prato relativamente barato e prático para servir para “multidões”
num dia frio.
Em primeiro lugar, é preciso de uma panela
grande, dessas que se prepara feijoada. Mesmo que sejam poucas pessoas, uma
grande panela vai ajudar a cozinhar todos os alimentos de uma forma pesada.
Aqui vai minha sugestão de ingredientes,
mas lembre-se que você pode usar a criatividade e disponibilidade de
ingredientes. Só não me venha com ketchup, caldo de carne industrializado e
outras cretinices da modernidade. Anote aí:
01kg de acém picado em cubos
02 linguiças portuguesas
02 paios
02 chouriços (pra quem não se lembra, é
aquela lingüiça feita com sangue, que pouca gente gosta...)
02kg de costela de boi
02kg frango (eu prefiro as coxas, mas pode
colocar o que quiser)
01 kg de carnes salgadas (o que você
preferir...rabo, orelha, toucinho)
300g de bacon
02kg de cenouras em cubos
01kg de batatas em cubos
01 kg de batatas-doces
02 maços de couve e/ou repolho
01 maço de cheiro-verde
01 ramo de alecrim
01 ramo de tomilho
06 cebolas picadas
12 dentes de alho
Azeite de oliva
Sal
Pimenta-do-reino
Noz moscada
Vinho branco
01 kg de farinha de mandioca.
Deixe todos os ingredientes já cortados e
lavados, dessalgue as carnes e deixe as folhas de couve inteiras, tirando
apenas os talos. O frango pode ser deixado marinando na véspera com sal, limão,
alho, cebola e vinho branco.
Numa outra panela, que servirá para
cozinhar o arroz, frite as costelas com um pouco de óleo. Vá adicionando água
para que ela fique bem macia e amoleça. Esse preparo deixará um caldinho escuro
da gordura na costela no fundo da panela, que servirá para cozinhar o
arroz. Quando estiver bem macia,
desligue.
Na “panelona”, doure o alho e a cebola do
azeite e comece fritando bacon, depois o acém. Deixe ele bem moreninho e,
quando estiver bem cozido, adicione as costelas. Tem gente que prefere ir
cozinhando as carnes uma a uma, mas eu gosto de colocar todas, porque assim vão
ficando bem macias e com gosto. Adicione então o frango e vá acrescentando água
aos poucos, sem deixar secar. Coloque então as cenouras e complete com água e 02 copos de
vinho branco.
Amarre o cheiro-verde, o tomilho e o
alecrim com um barbante e mergulhe na panela. Ele vai ser retirado no final do
cozimento. Adicione um pouco de sal, a noz moscada e a pimenta do reino.
Coloque as carnes salgadas e complete com água. Cozinhe até perceber que as
carnes estão macias acrescente as batatas-doces e depois de uns 20 minutos,
coloque as batatas e as linguiças, exceto o chouriço. Deixe ferver.
Com a ajuda de uma concha, retire uma boa
porção do caldo da panela (cerca de 2 litros) e reserve numa jarra. Complete
com mais água na panela. E inicie o cozimento do arroz:
Leve aquela “gordurinha” da panela ao fogo
e quando estiver quente, doure alho e cebola. Nessa panela prepare o arroz
(usei 4 xícaras para essa quantidade de cozido) e use o caldo que você separou
na jarra para cozinhar o arroz. Há quem prefira fazer um arroz de forno com
esses ingredientes.
Quando as carnes e os legumes estiverem bem
cozidos, coloque as folhas de couve e repolho para cozinharem no bafo do cozido.
Quando elas estiverem murchado, misture com delicadeza no restante. Abaixe o
fogo e retire uma boa porção do caldo para fazer o pirão.
Numa outra panela, coloque duas colheres de
manteiga e ponha o caldo para ferver. Quando estiver levantando fervura, vá
polvilhando a farinha de mandioca, sem deixar empelotar e mexendo sempre. Vá
engrossando aos poucos e desligue quando adquirir uma consistência pastosa.
Pronto! O cozido se serve sem o caldo,
comendo-se as carnes, os legumes e as verduras com arroz e pirão. Tem gente que
gosta de escorrer os ingredientes e montar numa tigela e deixar uma jarra ou
pequena sopeira com caldo ao lado para facilitar o serviço. Mas isso fica a seu
critério.
Cozido para mim se come com um bom vinho. Sugiro
um Costa do Pombal da Região do Douro, 2008.
E muito bom apetite!
Monday, March 4, 2013
Como preparar Spring Rolls: passo a passo.
Faz umas duas semanas que publiquei um spring roll de camarão que preparei lá em New York. Ficou realmente uma delícia. Mas muita gente não acreditou que é realmente fácil de fazer, então resolvi publicar um "passo a passo" do preparo para mostrar que não é nada difícil. Leva um pouco de tempo para acostumar com a textura da massa e conseguir fazer rolinhos uniformes e firmes, mas rapidamente eles vão melhorando, pode acreditar!
Pegue uma vasilha com água e ponha para esquentar no microondas por uns 3 minutos. A água deve estar bem quente, mas não demais, porque você vai mergulhar as mãos nela. Deixe tudo já preparado para a montagem dos rolinhos. Pegue uma folha da massa de arroz (alguns chamam de papel de arroz) e afunde na vasilha com a água quente. Espere alguns segundos, ou vá girando delicadamente a massa. Retire com cuidado, mantendo-a esticada. Apoie a massa sobre uma superfície firme (eu usei a tábua de plástico) e coloque um pouco de cada um dos ingredientes.

Então resolvi fazer de 2 tipos: um com verduras e kani-kama e outro com shitake refogado na manteiga e molho de soja. No primeiro, comprei um pacote de repolho e cenoura já ralados e ralei um pepino grande, retirando antes a pouca com os caroços. Também ralei cebola e comprei um maço de cebolinha, além de um pacote de kani-kama.
Pegue uma vasilha com água e ponha para esquentar no microondas por uns 3 minutos. A água deve estar bem quente, mas não demais, porque você vai mergulhar as mãos nela. Deixe tudo já preparado para a montagem dos rolinhos. Pegue uma folha da massa de arroz (alguns chamam de papel de arroz) e afunde na vasilha com a água quente. Espere alguns segundos, ou vá girando delicadamente a massa. Retire com cuidado, mantendo-a esticada. Apoie a massa sobre uma superfície firme (eu usei a tábua de plástico) e coloque um pouco de cada um dos ingredientes.
Com cuidado, aperte os alimentos, de modo que eles fiquem bem unidos, e comece a enrolar na massa. comece pela parte da frente, dobre um pouco as laterais e depois enrole até o final. Quando a massa vai secando depois de enrolada, ela mesmo gruda e dá uma cara mais uniforme.
Vá colocando numa bandeja, um lado do outro. Quando estiver tudo terminado, faça uma mistura com água, óleo de gergelim, molho de soja e sakê. Aqueça um minuto no microondas e está pronto para servir. Com o shitake faça o seguinte processo: refogue-o antes na manteiga com um pouco de molho de soja, até que ele amoleça. Espere esfriar um pouco para montar os rolinhos.
Os Spring Rolls são leves, excelentes para servirem de entradas, acompanhados de uma boa cerveja ou de sakê gelado.
Thursday, February 14, 2013
Spring Rolls de Camarão e Cebolas Caramelizadas
Foi de propósito que eu não chamei de
“rolinho primavera”, não apenas com a intenção de parecer mais, digo mais,
chique. É porque o que entendemos como rolinho primavera no Brasil são aqueles
bolinhos fritos recheados com repolho e mergulhados naquele catchup japonês. E
esses são uma “terceira” coisa: é um rolinhos frios de massa de arroz recheados
com legumes, cogumelos, camarão ou o que desejar.
Confesso que meus planos iniciais eram
fazer um outro prato com camarões, mas resolvi atender os desejos do meu
maridão em pleno Valentine’s Day. Devo admitir: a preguiça de sair em pleno
frio do inverno de New York me fez improvisar o prato apenas com camarão e
cebolas e ficou maravilhoso!
No final, venci o medo inicial de fazer o
prato, por achar muito complexo, mas descobri que é “baba”! Anote aí os
ingredientes:
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01 pacote de Spring Roll Wrappers (você
encontra nas lojas de produtos orientais; são discos brancos, geralmente do
tamanho de um compacto)
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300g de camarões limpos e sem casca
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02 cebolas picadas em fatias bem finas
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Molho inglês
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Shoyu
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Melado de cana ou açúcar
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Óleo de gergelim
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Azeite
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Cebolinha e Coentro picado ( se não
curtir, elimina o coentro)
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Sakê
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Primeiro passo:
Numa panela, coloque um pouco de azeite e
de óleo de gergelim para aquecer. Coloque as cebolas e vá refogando, mexendo
sempre. Se precisar, acrescente um pouco de água para não secar. Quando a
cebola for ficando transparente, acrescente uma colher de sopa de molho inglês,
½ xícara de shoyu e uma colher de sopa de melado ou açúcar. Cozinhe por mais um
tempo e, quando a cebola estiver bem molinha, jogue os camarões. Cozinhe por
alguns minutos, até o camarão mudar de cor e ficar com uma consistência
“crocante”. Desligue o fogo e deixe amornar. Acrescente as cebolinhas e o
coentro picado. Se tiver sobrado muito liquido no cozimento, escorra, para
ficar bem sequinho.
Numa panela, aqueça um pouco de água (3
xícaras, aproximadamente). A temperatura deve ser quente o suficiente para você
conseguir colocar seus dedos dentro, sem queimar. Coloque a água numa bacia.
Pegue uma folha do wrapper e mergulhe dentro da bacia rapidamente. Você vai
perceber que a massa amolece rápido e, tão logo ela amolecer (menos de 30
segundos), retire com cuidado, segurando pelas pontas e estique numa superfície
lisa.
Com a ajuda de uma colher, pegue um
montinho do camarão (eu coloquei uns 4 camarões pequenos com a cebola), na
parte inferior do disco. Com cuidado, dobre a parte de baixo, feche dos lados e
enrole até o final, dando a forma de uma panquequinha. Não se preocupe: você
vai errar as primeiras, depois pega o jeito. Os meus não ficaram muito bonitos,
mas ficaram muito gostosos.
Vá fazendo um por um, não ouse amolecer as
massas todas de uma vez, tampouco colocar uma sobre a outra, porque vai grudar
tudo.
Disponha os rolinhos numa travessa rasa,
para ficarem fácil de pegar. Tradicionalmente se come com a mão, mas se você ou
seus convidados forem nogentinhos, use hashi ou garfo e faca mesmo.
Quando estiverem prontos, pegue um potinho
de louça, coloque uma pequena quantidade de shoyu, óleo de gergelim e sakê com
um pouco de água. Aqueça por um minuto no microondas e está pronto pra servir.
Esse molhinho serve para mergulhar os rolinhos.
Dominada a técnica, os rolinhos podem ser
feitos com legumes, frutas frango, cogumelos de todos os tipos e tudo isso
junto e misturado... Basta usar a criatividade. Eles também podem ser fritos,
mas essa aventura fica para uma outra vez...
Bem, e para beber, recomendo um bom sakê
gelado. Recomendo os da marca Ti-ku, que além de saborosos, as garrafas rendem
um bom vasinho!
Wednesday, February 13, 2013
Risoto de Pêra com Queijo Gorgonzola
Já falei de alguns risotos antes no blog. E
também já disse que risoto é sempre um prato fácil, prático e que pode até ser
barato, porque quase qualquer coisa que se tem na geladeira pode virar um bom
risoto. Um risoto ruim não é resultado de seus produtos; é a consequência de
erros no preparo. Mas decidi postar esse aqui, porque é uma receita clássica,
uma combinação feliz de ingredientes.
Um bom risoto começa com um bom “brodo”,
que quer dizer “caldo” em italiano. É ele que vai alimentar o cozimento do
arroz, enquanto o risoto é bem preparado.
Anote aí os ingredientes para o brodo:
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01 cebola grande inteira
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05 dentes de alho inteiros
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01 tomate cortado em 4 pedaços
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Cascas de pêra
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Salsinha
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Cebolinha
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Coentro (um pouco só; pode excluir se
quiser)
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Pimenta-do-reino
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01 copo de vinho branco
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Azeite de oliva
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Sal
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Deixe ferver bem, até os ingredientes
cozinharem. Mantenha fervendo enquanto foi usando-o no risoto e complete com
mais água se precisar.
Ingredientes para o risoto:
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01 e ½ xícara de arroz para risoto
(arbóreo, por exemplo) sem lavar
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04 pêras sem cascas cortadas em lascas de
1cm (aproximado)
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250g de queijo gorgonzola picado ou
ralado
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Sal
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Azeite
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100g de Manteiga
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01 copo de vinho branco
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02 cebolas picadas
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06 dentes de alho (picados ou inteiros)
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Modo de preparar:
Descasque as peras, corte em lascas de 1cm mais ou menos. Coloque de molho na água com suco de limão
para não escurecerem.
Esquente a panela, coloque a manteiga para
derreter com um pouco de azeite. Coloque a cebola e o alho para refogar e um
pouco de vinho após alguns minutos.
Quando a cebola começar a ficar transparente, adicione o arroz, misture
bem e vá colocando o brodo, aos poucos, mexendo sempre, sem deixar secar.
Quando o arroz estiver quase no ponto de cozimento, ainda um pouquinho duro,
acrescente as pêras. Tem gente que prefere as pêras mais cozidas; eu gosto que
elas fiquem macias mas ainda bem inteiras para dar um contraste com o resto da
comida. Quando o arroz estiver no ponto ( o ponto é particular, tem gente que
gosta de comer o arroz ainda duro, “al dente”; eu prefiro que esteja macio),
acrescente o queijo gorgonzola, distribuindo sobre o risoto. Pode acrescentar
queijo parmesão se quiser.
Coma imediatamente! Não espere esfriar!
E para beber, nada como um bom vinho.
Encontrei um vinho espanhol delicioso, e com nome bem sugestivo, que valeu a pena comprar: Tinto Preto - Preto Picudo
Friday, February 8, 2013
Sopa com moedinhas de arroz e massala
É pessoal, faz tempo que não posto nada por
aqui. Sabe como é: férias, viagens e na verdade andei mais comendo do que
cozinhando. Mas retorno em estilo “saudável”, com uma descoberta incrível num
restaurante coreano em New York. Estava com muita vontade de tomar uma sopinha
e resolvi pedir uma “Rice cake soup” (sopa de bolo de arroz). Esse “bolo de
arroz” , que eu chamei de “moedinhas” por falta de um nome mais apropriado,
leva o nome de “tóc” é na verdade
uma massa feita de farinha de arroz que deve ser cozida como um macarrão. É uma
massa leve, que dá “sustância”, engrossa sopas e caldos e deve servir pra um
monte coisas que ainda vou descobrir e postar para vocês. A grata surpresa foi
encontrar um supermercado coreano em frente ao restaurante e poder comprar as
tais moedinhas. Um amigo coreano disse que é possível encontrar para comprar aqui no Brasil nas lojinhas do bairro da Liberdade e que são vendidas como "grossos cilindros" que você corta em fatias... Cuidado com os lugares que a imaginação podem levar...
Minha primeira experiência culinária com as
tais moedinhas foi acrescentar na sopa de cebolas que era para ser francesa. Ao
invés de engrossar a sopa com farinha de trigo, adicionei as moedinhas e ficou
uma delícia.
Ontem eu fiz outra sopa com as moedinhas e
com massala, um pó-tempero indiano composto de uma mistura de especiarias, que
dá o sabor picante e calorento de muitos pratos indianos. Uma conhecida
especialista em ayurvédica mandou ou usar massala na comida, porque sou muito
guloso e ele estimula o metabolismo (#ficaadicagentegorda). Estou aproveitando
o inverno-em-pleno-verão para fazer sopas. E vai aí minha receita multi-étnica:
01 abobrinha
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01 beterraba
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03 cenouras
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02 batatas
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02 cebolas
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05 dentes de alho
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Sal a gosto
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Massala em pó (pode ser encontrado em
supermercados, na parte dos temperos, como Santa Luzia e Pão de Açúcar ou na
Bombay)
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Azeite de Oliva
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Moedinhas de Arroz
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Rale todos os legumes com ralador ou
mini-centrígufa (podem per picados ou até inteiros, mas eu estava com vontade
deles ralados...). Adicione um pouco de sal e coloque para cozinhar na panela
de pressão por cerca de 40 minutos. Quando os legumes estiverem amolecidos,
adicione azeite de oliva e uma colher de sopa de. massala (cuidado para não
exagerar e deixar a sopa muito picante...) . Mantenha fervendo até a massa
amolecer, mas cuidado para não deixá-la muito mole, porque fica grudenda e
quebradiça (eu cozinhei por mais uns 40 minutos).
Como estou light,tomei a sopa sem pão e não
coloquei “aditivos”(queijo ralado, mais azeite ou outras pimentas, até para sentir
bem o gosto do massala. Mas se não estivesse nessa “função”, colocaria um pouco
mais de azeite e comeria com umas torradinhas. Infelizmente não tirei uma boa
foto dela, mas juro que ficou uma delícia. E como estou de castigo, nem vinho
eu ousei tomar, mas me refastelaria com um bom Malbec.
,enerve
ma arinha de arroz que deve ser cozida como um macarrinha e resolvi pedir uma
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